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Kirsten Flagstad foi talvez a mais famosa soprano "wagneriana" do século XX. Não era alemã, mas sim norueguesa nascida em 1895 em Hamar e falecida em Oslo em 1962. Tendo começado a cantar em Oslo em 1913, só em 1932 a sua
Isolde foi internacionalmente notada, tendo surgido os primeiros convites de Bayreuth, embora em papeis menores como
Sieglinde e
Gutrune até 1934. É neste ano que é convidada para o Met para audições de sucessão à "rainha" Frida Leider. Em 1935 canta a
Brunhilde da
Walküre e do
Gotterdämmerung, e da noite para o dia foi considerada a maior soprano wagneriana da sua geração. 1936 a 37 vêm os contratos de Convent Garden sob a direcção de Beecham, Fritz Reiner e Furtwängler. Em 1941 volta à Noruega onde o segundo marido seria mais tarde preso por colaboração com o governo pró-nazi de Quisling. De 48 a 51 datam as suas gravações de maturidade em Convent Garden e é aí, em Londres, no Royal Albert Hall que em 13 de Maio de 1950, estreia em apoteose as
Vier Letzte Lieder, o canto do cisne (e que canto!) de Richard Strauss sob a direcção de Wilhelm Fürtwangler.
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