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Lotte Lehmann foi uma das maiores (senão a maior) sopranos do século XX alemão. Foi Strauss que a lançou ao propô-la para o papel travesti de
compositor (na imagem) do prólogo cómico da versão revista da
Ariadne auf Naxos, estreada em Viena em 1916. Com a checa Maria Jeritza, que na mesma ocasião representou o papel de
Ariadne, Lehmann forma a primeira geração de divas straussianas. A sua
Marschallin considera-se o modelo de todas as outras que vieram depois. A sua criação de papeis em óperas de Strauss não se ficou por aí: foi a primeira
Färberin na
Frau ohne Schatten e foi a primeira
Christine de
Intermezzo. (também foi a criadora em Viena de muitos papeis de Puccini que era um grande admirador da sua voz.) Foi uma amiga íntima do casal Strauss e é por ela que nos chegaram as imagens mais vivas do ambiente familiar de Garmisch. Viena era a sua verdadeira casa e quando sucedeu a ascenção dos nazis ao poder na Austria (O
anschluss) Lotte Lehmann emigrou para os EUA. Em 1951 depois de mais de 93 papeis representados, de uma carreira de
lied raramente igualada, e mais de 500 gravações, Lotte Lehmann retirou-se dos palcos e fundou uma escola de canto. Morreu em 1976.
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