30.4.06

Fundos para Strauss (VIII) - Formação e Primeiras Obras 1870-1885



Paisagem alpina que fica a meio caminho mais ou menos entre as paisagens pós-impressionistas de Hodler e o quadro simbolista Il Sole de Giuseppe Pelizza da Volpedo. Refere-se a uma das categorias fundamentais da estética romântica que Strauss bebeu na juventude; o sublime. Irá funcionar como fundo para as duas páginas dedicadas aos anos de formação de Richard Strauss. Como sucede em qualquer biografia estes anos surgem sempre como cruciais para "explicar" determinadas características da personalidade focada. No caso de Richard Strauss foi determinante ter nascido numa família de músicos e com boas relações com o meio musical alemão da era Bismarckiana. Desde cedo foi treinado para a sua futura profissão. A sua infância passou-a no teatro e foi muito influenciado por uma performance a que assistiu com seis anos do Freischütz de Weber no teatro real de Munique. A Flauta Mágica também o marcou. Cedo conheceu personalidades como o maestro Von Bülow, críticos como Eduard Hanslick e Brahms. As suas primeiras composições foram publicadas e tocadas. Outro dado frequentemente tomado como muito importante é a natureza quintessencialmente bávara do seu carácter; o humor.

3 comentários:

Anónimo disse...

E como é que se revelou esse humor?

M.

america get out of iraq! Now! disse...

O humor sente-se em alguns temas que escolhe para a música sinfónica. Chocou a vanguarda musical ao estrear em 1904 a sinfonia doméstica, que tentava retratar a sua própria vida privada. O gosto pela miniatura e pelo pastiche, pelo ueberbrettl (espécie de vaudeville bávaro) no "feuersnot", pelo Ochs do "Cavaleiro da Rosa", pela concepção dupla entre ópera séria e buffa em "Ariadne auf Naxos", pelas suas últimas obras concertantes mas sobretudo pelo temperamento juvenil que demonstrou ao longo de toda a vida e testemunhado por todos os que o conheceram. Andei a ler a biografia, já se vê...

Anónimo disse...

Obrigado!

M.