


Uma das coisas irritantes na "fábrica" de arte contemporänea é a relacao dinämica e exponencial entre os crescentes espacos existentes nos seus museus e o gigantismo das produ(ss)öes de alguns autores. Sinto que em alguns casos o agigantamento das producöes em nada melhora a qualidade da experiencia na recep(ss)äo das mesmas. Ao visitar a exposi(ss)äo permanente depois de passar pela sec(ss)äo consagrada ao Rauschenberg entrei numa sala Cy Twombly. Ao fundo, como no altar de uma capela, um monumental trabalho recente, um tríptico da mesma brancura irritante das paredes, com a mesma rarefac(ss)äo expressiva (isto podia seruma vantagem qualitativa mas näo é) que se encontra em trabalhos tardios do Tapiés ou do Baselitz e que acaba mesmo por refor(ss)ar as rugas originadas da dificuldade de esticar de uma tela täo grande. A qualidade pictórica está patente, pelo contrário em Twombly, nos relativamente "pequenos" (2 metros e tal) trabalhos logo ali ao lado, nas "capelas laterais" e que datam dos anos 60.

Sem comentários:
Enviar um comentário