26.8.06

The Most Pure North







Tela de grande formato acabada agora. Como se pode ver, descobri as vantagens de elevar o suporte ao nível do tronco para trabalhar nas partes mais baixas da pintura. No fundo é para isso que serve um cavalete. E pensar que fui prof. durante dez anos! Além disso as tintas numa mesa também trazem vantagens. Não se caga o chão e não se está sempre a flectir as costas. Foi preciso ficar paralítico durante uns dias para descobrir estas vantagens "ocultas" no material, o tal que, mais uma vez comprovadamente, tem sempre razão. Esta pintura vinha de uma ideia que tinha tido em caldas da Rainha a partir de uma gravura francesa do sécullo XVIII, intitulada de "Russeries" derivação relativa à Russia, do termo mais divulgado de Chinoiseries. Nessa gravura mostravam-se dois típicos, pai e um filho carregados de peles no meio da neve. A criança parecia um coelho da páscoa gigante. A minha ideia foi baixar o horizonte e colocar um prédio em construção ao pé da fonte luminosa no local oucupado agora por uma "fermosa Hytte" fotografada ao pé de Autun em França nos nevões de Março. As referências cubo-futuristas na natureza morta que a senhora Hideyoshi leva às costas, o apontamento fantasista de spaghetti, as bétulas e o desgraçado que chega a nado à cena futura do crime, tudo isso foi-me surgindo na moleirinha com o passar dos meses.

2 comentários:

jeah peah disse...

É só rir !!!

e a pintura cada vez melhor

C. Brito disse...

Andas a exceder-te a ti próprio.