14.4.07

Fuldastrasse 13



Estou em mudanças outra vez. Agora volto para Portugal, só não sei ainda se para Lisboa ou para o Porto.

12.4.07

Fotografias de "Wi(e)der der Malerei"


O poeta Müller e o trabuqueiro uzebeque; as duas pinturas expostas na Rosalux no passado dia 22 de Março.

7.4.07

Darger vs. Baseman (Porto II)





Bati o recorde de velocidade de execução. Comecei este a 17 do mês passado e acabei-o hoje... (mais retoque, menos retoque) - Básicamente como se pode ver é uma cena de pancadaria séria com petizes à mistura. A origem foi uma ilustração que não chegou a existir para o "Tristão e Isolda". Nesta cena Kurwenal lança-se contra as hostes de Marke e mata Melot antes de ser por sua vez morto.

6.4.07

Pierre Boulez alive and kicking!



Foi a minha estreia num concerto na Filarmónica de Berlim. Não era a orquestra local mas sim a Staatskapelle e Pierre Boulez, a interpretar a segunda de Mahler. E foi o que se esperava. É verdade tambem aquilo que se diz sobre a acústica da sala: É espantosa. Domingo vou ouvir a sétima (que já ouvi em Lisboa com o Eliahu Inbal) desta vez com Baremboim. Logo a seguir os Lieder eines Fahrenden Gesellen com o baixo-barítono Thomas Quasthoff. Berlim é bom é para estes programas.

2.4.07

Para o Porto (I)



Este também não tem título, mas vou chamando-o pelo nome: Capriccio Maçónico ou a homenagem a Mondrian. Com sérias tendencias para a simetria baseado numa estrutura serliana de arco central, colunas egípcias e arquitraves pressupostas mas não visíveis com nada mais nada menos que onze personagens. Sim, leu bem caro leitor; uma equipe de futebol: duas portuguesas, dois portugueses, um casal de lituanos, três crâneos de cada nação, um voyeur e um cão.

1.4.07

Novo estilo! New! Ganz Neu!


Estou cansado da barroquice geral dos meus trabalhos. Rubens já deu o que tinha a dar e a história da arte evoluiu desde aí. A partir daqui vou previlegiar formatos grandes com gestos rápidos, desenhos com força gráfica e economia de meios. Também quero ser contemporâneo!

29.3.07

...e os melhores Franceses e os melhores dos Outros



Nada a dizer. Charles de Gaulle, outro contemporâneo de Salazar em primeiro. Victor Hugo, o primeiro dos artistas ficou em sexto. A primeira mulher ficou em quarto e é Marie Curie (nascida na Polónia). Joana d'Arc... esqueceram-se dela os franceses. Memória curtíssima. Só os belgas (valões) se safaram nesta vergonhice dos melhores e puseram um artista, Brel, como o melhor belga (francófono) de sempre. Já os Flamengos puseram um tal de padre Damião. Magritte pelo lado valão e Rubens pelo flamengo ficaram em nono lugar de um lado e do outro. Mas os piores de todos foram os Holandeses; no país da liberalização Rembrandt é o maior artista (é justo) também em nono e o melhor holandês? Pym Fortuyn, populista de extrema direita... à frente do fundador da Holanda, Guilherme de Orange!
Que festa!

28.3.07

Suuret suomalaiset - Os melhor Finlandês



A escolha lógica. Mannerheim é de facto a figura mais marcante do século XX finlandês, com todas as polémicas que tal facto gera. Desde oficial do exercito russo, comandante dos "brancos" na sangrenta guerra civil finlandesa passando pelo marechal que defendeu a Finlândia da invasão soviética na "guerra de inverno" até ter sido o sexto presidente do país, Mannerheim é o mesmo que De Gaulle foi para os franceses. Polémica foi a sua aproximação ao eixo e a aliança com Hitler na sua guerra contra Estaline. Não há bela sem senão. Sibelius vem em oitavo como o maior finlandês ligado às artes. Logo a seguir vem Aleksis Kivi o escritor nacional e Lönnrot, o linguista que recolheu na tradição oral, as histórias que fizeram o grande poema nacional Kalevala.
Aalto vem em trigésimo terceiro e um dos meus pintores preferidos Gallen-Kallela apenas em quiquagésimo terceiro. A primeira mulher, em sexto lugar, é Tarja Hallonen, a actual presidente da Finlândia. País Simpático.

And the Oscar Goes to...



Ronald Reagan! É inacreditável! à frente de Lincoln e Washington! O mesmo concurso nos EUA ainda considerou Bush jr. como o maior americano vivo. Horror! Martin Luther King, a primeira escolha decente vem em terceiro. Bom... eu não deveria chocar-me com isto; o pior populismo americano made in Hollywood dá estes frutos. Schwartzie poderia estar em segundo.

Mas há mais. Oprah Winfrey vem em nono como a mais importante mulher americana de sempre e a primeira personalidade ligada ao mundo da cultura, Elvis, vem em oitavo. Nos primeiros vinte e cinco não encontramos um único escritor, realizador (com a excepção de Walt Disney), compositor para além de Presley, arquitecto, artista plástico, ilusionista... apenas um palhaço (e não é Bob Hope).

Os Melhores Teutões





Na versão alemã da ZDF chamada Unsere Beste, as nossas bestas, os melhores foram escolhidos de uma lista de 300 pré-definida, dizem eles, para não se confundirem com os austríacos e poderem incluir alguns famosos como Mozart (nasceu no Reich) e manter personagens polémicas de fora, como o tio Adolf (que se naturalizou alemão) ou Honecker, o último líder da RDA. A coisa estava portanto fortemente viciada. Vejamos os resultados. Em primeiro lugar mais um contemporâneo de Salazar. Konrad Adenauer, o primeiro chanceler da RFA. Escolha fortemente ideologizada e anti-comunista. Adenauer, outro conservador e líder da CDU (Cristãos Democratas) protagonizou a forte ligação da República Federal aos EUA nos anos da Guerra Fria com posições muito a preto e branco sobre a outra alemanha. A escolha alemã deve-se ao facto de ter sido Adenauer o primeiro líder da Alemanha em democracia. Poderia ter sido qualquer outro, Kurt Schumacher, por exemplo. Mas foi Adenauer e o medo vermelho a vencer as primeiras eleições livres após a guerra. Lutero vem em segundo (O reformador que é também o pai do moderno alemão) Marx foi terceiro. Numa lista com muito poucas mulheres a primeira vem em quarto lugar Sophie Scholl (ex-aequo com o irmão Hans) fundadores do grupo Rosa Branca de resistência anti-nazi. O primeiro artista, Johnnan Sebastian Bach vem em sexto seguido de Goethe. Jonathan Meese não vem na lista. Era nele (embora tenha nascido em Tóquio) que eu votava por estes dias de primavera.