30.5.08

O Homem de Gelo


Andava este senhor a passear-se à frente do Kronborg e congelou. Comovente.

29.5.08

Hollander!



Muito pequena. Talvez 15 cm de altura.

Atelier em Finais de Maio



Corresponde a imagem a uma série de desenhos a óleo sobre papel. Perceber até que ponto é que se consegue esquiçar com a linhaça.

28.5.08

Épico Hípico



É isso, um cartão de preparação para uma pintura maiorzinha. Uma espécie de Bagration mesclado de Zhukov em Borodino a ser atacado pelas pombinhas segunto a teoria das cores de Goethe, after Turner.

23.5.08

Novo evento no Oporto


Alexandre Estrela escreveu:

On Saturday the 24th of May, Oporto is once again delighted to present afilm:"SONIC OUTLAWS" by Craig Baldwin16mm transfer to DVD NTSC, 87min, 1995.

Craig Baldwin (1952) is an American experimental filmmaker. He uses foundfootage and images from the mass media to undermine and transform thetraditional documentary. He also manages Other Cinema (www.othercinema.com),a micro-cinema in San Francisco, and a DVD label with the same name.
In 1991, Negativland sampled an audiotape of Casey Kasem mixed with samples from a U2 song. In a highly publicized case, U2's label, Island Records, charged Negativland with copyright and trademark infringement for appropriating the letter U and the number 2, even though U2 had in turnborrowed its name from the Central Intelligence Agency spy plane. Sonic Outlaws, is a fragmented, gleefully anarchic documentary approach tothe Negativland / U2 incident, expanding upon the ideas behind Negativland's guerrilla recording tactics. "Here is your chance for an obnoxious and appropriate response to corporate music greed. "Mark Hosler from Negativland, will kindly introduce the film.
the entrance of Oporto is made through the exit stairs of Noobai café -Miradouro de Santa Catarina- Lisboa
C'est tout. Não vou poder estar devido a um casório.

10.5.08

Para Quem Dizia que Deixei de Pintar




... deixei foi de blogar neste sitio durante algum tempo. A razão desta "paragem" é também a criação de dois novos blogues um com desenhos e o outro com fotografias de atelier. Nestas imagens pode-se ver dois estádios recentes da grande barricada. Está quase acabado. Mede 2.33 por 3.77 metros. Um épico.

17.4.08

A Dorit era bem Gira


Cartaz para o concerto deste fim de semana por João Maio Pinto. Tudo bons cartazes.

9.4.08

Bruno Aleixo the Great by Pombeiro & Co.




Para saber mais sobre os autores clique aqui

28.3.08

E não ganharam - Mais do mesmo





"o júri deliberou conceder o prémio EDP novos artistas 2007 a André Romão, justificando a sua escolha pelo equilíbrio entre o aspecto formal e narrativo do trabalho apresentado e pela capacidade de enfrentar e utilizar o espaço de um modo franco e generoso, abrindo-se ao espectador e aceitando e provocando a sua relação com a obra. estas qualidades anunciam a capacidade de desenvolvimento do trabalho futuro do artista, objectivo fundamental deste prémio (...) [André Romão] trabalha sobre o próprio meio e modo de fazer a arte construindo narrativas e reflexões a partir da exploração do desenho, da instalação ou da projecção de imagens-vídeo ou fotográficas que nos colocam numa evidente dimensão de melancolia."
As pizz têm uma legião de apoiantes. No meio de conversas, após a inauguração da edição deste ano dos prémios discutia-se entre alguns de nós (e eu era um dos piores) sobre o que revelaria a decisão da entrega do prémio este ano pela meia dúzia de seleccionados. Acreditei que o prémio seria das quatro raparigas; não foi e é pena.
Uma das recenções críticas que durante a investigação para a minha tese de mestrado li, referia-se a Corbusier e às suas opções para a contrução de um verdadeiro museu (utópico) para a arte moderna, como enfermadas por um "higienismo" misógeno acentuado, misógenia aliás que poderia ser apontada também como uma das pulsões secretas do projecto moderno. A minha questão com o "arquitecto" suiço não pretende, neste lugar, defender determinada posição perante a modernidade poética mas apenas sublinhar-lhe um cluster de aspectos; a limpeza, a higiene e o senso de conformidade que tiveram nesse período uma entrada física dissimulada no universo da produção estética.
Proponho que se reveja rápidamente, mas mesmo a passos largos, aqui, a industria cultural no século XX à luz destas questões. Se o surrealismo e certas tendências performânticas mais radicais que lhe sucederam exploraram o corpo, a podridão, os excrementos e a obscenidadede um modo claro e directo, nos EUA talvez como reacção a incontrolabilidade de Pollock desenvolve-se a gesta minimalista; "gesta" rigorosamente heroica. Objectos grandes, obscenamente grandes e limpos. Alguns (algumas) argumentariam "fálicos", ostentações de masculinidade autocomplacente, auto-voieurista. Escrevo isto exactamente para fazer um discurso de sentido contrário ao que fácilmente se faz em torno da raça ou do sexo quando o texto se encontra perante outra cor de pele, lingua, religião ou mulher. Não pretendo escrever aqui um líbelo "gender" porque se é eviente que o sexo do artista é sempre fundamental como agente de um acto de enunciação, exactamente por ser sempre fundamental, torna-se redundante e enfadonha a contínua encenação de debates em torno deste tipo de diferenças. As pizz são quatro mulheres tanto como podiam ser também dois casalinhos hetero ou 56 bombeiros de Almada; para além do tema "mulher" não ser de todo o objecto do projecto "casa", para aquilo que me interessa neste texto esta temática é irrelevante. É por outro lado a relação com a superfície, a expressão de trabalho, de esforço, a dispersão caótica, a tremenda e (para alguns) obscena ostentação de virtuosismo, que não é apanágio de nenhum sexo em particular, que me interessam objectivamente e por isso voltemos ao adjectivo limpo; limpinho; a brilhar de tal modo que se possa lamber e ao minimalismo; uma das consequências grandes do minimalismo foi a revolução que se operou na retórica expositiva de Arte. Como se sabe, este movimento artístico contemporânea da Jesus-land está na origem do white cube como ideal de espaço de exposição mas também na adjectivação pejorativa de slick art a certas e talvez já demasiadas manifestações limpinhas, bonitinhas, quietinhas e bem comportadinhas de arte contemporânea.
A máquina que faz "plim!" dos Monty Python (O Sentido da Vida) é uma genial estocada na retórica do gadget contemporâneo, retórica essa ministrada a colheres de sopa cheia pela instituição industrial da cultura contemporânea (adiante designada por IICC) sub-departamento muito activo e fundamental ao grande projecto civilizacional global protestante e capitalista. E avanço; a arqueologia Foucaultiana establece como o momento determinante na repressão dos instintos sexuais e o início da repressão e mecanização do controlo sobre o corpo e sobre a vida/morte, o desenvolvimento da primeira revolução industrial e do espírito capitalista intimamente ligada como se sabe desde Weber, ao espírito do protestantismo. Esta repressão consciente e inconscientemente organiza a ordenação do tempo e espaço para as manifestações, irrupções seminais e excrementais do individuo social.
A arte contemporânea como se viu, vê e em Portugal vai continuar a ver-se, está cheia de retórica e gadgets que fazem "plim!". Não é grave. Também a indústria pictórica holandesa do século XVII estava pejada de exemplos enfadonhos. O que me incomoda aqui e agora é a permanência do higienismo nos julgamentos e decisões sobre produção e encenação de poéticas. Obras acéticas para textos acéticos, textos acéticos que subjazem a expressões acéticas. Porque irrita? porque não me sinto em casa e porque nada disto se relaciona com o mundo. Para quem visitou a central do freixo onde estiveram alojados os prémios será fácil desenvolver no imaginário segundas partes deste texto. Faltaria falar do que tem sido a expressão institucional de arte contemporânea em Portugal; da "magia" operada pelo André Romão nos espíritos mais ascetas e monásticos; das muitas virtudes mas também das fragilidades do projecto "casa" das Pizz Buin; das questões sobre o que subjaz à auto-referencialidade da arte; dos pecadilhos e sucessos das curadorias de projectos de arte & etc; da melancolia. Fica para depois.

1.3.08

Oporto Apresenta: The Black Tower


Alexander Star wrote:

"Saturday, March 1st 10.30 pm - Oporto is delighted to present the film "The Black Tower" by John Smith - 1987, 24',color , 16mm transfered to DVD.
John Smith is an accomplished experimental filmmaker, his pieces are gems of British witty thought. "The Black Tower" is a brilliant narrative of an enigmatic tower that follows the narrator everywhere he goes. "An unique voyage into haunted architecture" - entrance through Noobai café - Miradouro de Santa Catarina- Lisboa - Portugal"
Eu vou para lá dentro de 1/2 hora.

A propósito? Como se diz rebocador em inglês? Tug ou Tower? Tow é rebocar não é?