10.12.07

Kassel (2) Kerry James Marshall






Não preciso dizer aqui porque gosto. Já o tinha visto na Documenta X. Afro-americano de Chicago nascido em 1955. "Marshall makes use of various époques and styles and develops many different methods of portrayal in his painting, collages, videos and comics. Black figures enter the image and remain center stage. He combines classic, popular and conceptual motifs with political history, the history of art and his own experiences." Grande pintura. Note-se a justaposição que os organizadores lograram ao extender ao Schloss Wilhelmshöhe a Documenta que assim entra em diálogo com peças da colecção de arte antiga (que possui um excelente e alargado núcleo de Rembrandt).

9.12.07

Lutz Mommartz (Oporto, 7 de Dezembro 2007) (2) Markeneier




Outro filme de Mommartz apresentado por Alexandre estrela no Oporto. Markeneier ou Ovos. No site do qual forneço o link (ver post anterior) podem ver-se integralmente bastantes mais trabalhos do autor para além destes dois.

Lutz Mommartz (Oporto, 7 de Dezembro 2007) (1) 3 Gläser







Oporto não é só (em inglês) a simpática terrinha ao sul da Maia mas também o nome do local de trabalho de Alexandre Estrela & friends. A última projecção que tinham realizado no espaço em Santa Catarina tinha sido o "Burn" da dupla Reynold Reynolds & Patrick Jolley que vi em Berlim na Bienal e do qual dei notícia aqui em Junho de 2006. Desta vez apresentaram dois filmes de um cineasta experimentalista alemão, Lütz Mommartz. Ó santa e concisa unheimlichkeit! Até dá vontade de sair por aí a filmar disparates.

Kassel (1) Harun Farocki




Atrasado, bastante atrasado começo a publicar notas sobre trabalhos que por alguma razão achei dignos de nota na Documenta XII. De um jogo de futebol anormalmente emotivo, a final do campeonato do mundo de 2006 (a tal da cabeçada zidaneana) extraem-se registos paralelos (cerca de uma duzia) que nos mostram o jogo como uma espécie de rotina de peixes num aquário. Desprovido do entusiasmo do relato e da montagem dos operadores de câmara esta perspectiva sem qualquer corte focada em aspectos simultâneos do jogo, analises de computador, as notas retiradas pelos comentadores ou o tecnicismo frio das comunicações policiais, retira-lhe qualquer emotividade ou poder de excitação. A tristeza maquinal do laboratório hiper-tecnológico do futebol em metáfora de vida é reforçada pelo plano contínuo do céu de fim de tarde sob o estádio. O video-bardo é um checo. Farocki de nome e nascido em 1944.

6.12.07

Alexandre Estrela apresenta:



Filmes experimentais. Cito o texto que me foi enviado "This intriguing and unique short film shows aspeechless encounter of 3 men and their strange experiences on sound and reverb selfsuficience." Parece-me bem.

5.12.07

É mais ou menos isto a que se pode chamar de tamanho decente


É mais ou menos isto mas com mais confusão ainda, rolamento de camadas de tinta, esguicho etc. Assinale-se um Metrass no canto inferior direito.

"Rubens is making me very drunk"


Champaigne (Philippe de) Também. Para usufruir de 9.0 de alcoolémia ou mais dirija-se à secção do século XVII no Museu de Belas Artes em Lyon.

Bunker Julie





Tríptico grande. Ainda foi planeado em Berlim no início deste ano e terminou agora salvo alguma coisa que me dê na cabeça. Mede ao todo 210 x 440. É-me muito difícil inventar histórias para este, por isso fica aqui esta nota seca, muito seca, de tralha. O ganso vem do Parsifal e o clarão vermelho do Ouro do Reno. O senhor da ponta não se chama Alberich nem a senhora Kundry; por isso tudo e em conclusão posso afirmar que este trabalho é semi-wagneriano. O urso a beber cerveja sou eu.

4.12.07

Pizz-Buin Forever!




Imagens da casa Pizz nos prémios EDP, em exposição no CACE Cultural (Central Eléctrica do Freixo) no Porto, até Janeiro. É uma casa (dis)funcional mobilada com cerca de 300 cópias de objectos de arte, desde Velasquez a Felix Rodriguez de la Fuente. Se elas não ganham...

Ópio Bombo







Literalmente bomba-se em Guimarães por estes dias. No dia 29 de Novembro abrem-se as festividades a que se chamam as "Nicotinas" em honra de São Nicotau, o padroeiro da Tabaqueira Nacional SA. Primeiro vem o enterro do pinheiro. Escolhe-se o maior do concelho e espeta-se o dito na terra ao mesmo tempo que os vimaranenses e alguns outros bombam até sangrar as mãos e (com sorte) romper as peles do bombo ou do tambor (caixa?). Tudo muito fálico. Naturalmente até hà uns anitos atrás isto não era coisa que se admitisse às mulheres fazer; romper peles de bombo?... nãão! Nunca! porque a coisa é de macho. Comem-se umas belas papas de sarrabulho (é assim que se escreve?) cheias de bom aspeto e vai-se por aí a espetar bombadas, pela noite fora a fazer um ribombanço infernal. A batida é sempre a mesma com três variações em binário, como nos motores, até cair-se para o lado.
A seguir são as Maçãzinhas. Nunca fui; acho que se tem que ter um cavalo e uma lança (outra vez) muito comprida. Espeta-se (muito imaginativo) uma maçãnzinha (em vimaranense diz-se maçánzinha) na ponta e oferece-se às donzelas do primeiro andar que as trocam por (presentes!). Tambem há um dia não indicado no calendário das festas chamado "roubalhéira".