Filmes experimentais. Cito o texto que me foi enviado "This intriguing and unique short film shows aspeechless encounter of 3 men and their strange experiences on sound and reverb selfsuficience." Parece-me bem.
Tríptico grande. Ainda foi planeado em Berlim no início deste ano e terminou agora salvo alguma coisa que me dê na cabeça. Mede ao todo 210 x 440. É-me muito difícil inventar histórias para este, por isso fica aqui esta nota seca, muito seca, de tralha. O ganso vem do Parsifal e o clarão vermelho do Ouro do Reno. O senhor da ponta não se chama Alberich nem a senhora Kundry; por isso tudo e em conclusão posso afirmar que este trabalho é semi-wagneriano. O urso a beber cerveja sou eu.
Imagens da casa Pizz nos prémios EDP, em exposição no CACE Cultural (Central Eléctrica do Freixo) no Porto, até Janeiro. É uma casa (dis)funcional mobilada com cerca de 300 cópias de objectos de arte, desde Velasquez a Felix Rodriguez de la Fuente. Se elas não ganham...
Literalmente bomba-se em Guimarães por estes dias. No dia 29 de Novembro abrem-se as festividades a que se chamam as "Nicotinas" em honra de São Nicotau, o padroeiro da Tabaqueira Nacional SA. Primeiro vem o enterro do pinheiro. Escolhe-se o maior do concelho e espeta-se o dito na terra ao mesmo tempo que os vimaranenses e alguns outros bombam até sangrar as mãos e (com sorte) romper as peles do bombo ou do tambor (caixa?). Tudo muito fálico. Naturalmente até hà uns anitos atrás isto não era coisa que se admitisse às mulheres fazer; romper peles de bombo?... nãão! Nunca! porque a coisa é de macho. Comem-se umas belas papas de sarrabulho (é assim que se escreve?) cheias de bom aspeto e vai-se por aí a espetar bombadas, pela noite fora a fazer um ribombanço infernal. A batida é sempre a mesma com três variações em binário, como nos motores, até cair-se para o lado.
A seguir são as Maçãzinhas. Nunca fui; acho que se tem que ter um cavalo e uma lança (outra vez) muito comprida. Espeta-se (muito imaginativo) uma maçãnzinha (em vimaranense diz-se maçánzinha) na ponta e oferece-se às donzelas do primeiro andar que as trocam por (presentes!). Tambem há um dia não indicado no calendário das festas chamado "roubalhéira".
Imagens da "residência". Um tríptico grande de um lado em finalização e mais três outros grandes iniciados. Ao fundo estão mais alguns de tamanho reduzido.
Las Meninas, Maribárbola, Mari Trini, a infanta e os afins já antes de algumas correcções pontuais e do verniz; Este último deveria ser dado na vernissage, como o próprio nome da coisa indica, mas os imperativos da arte contemporânea obrigam a que não. Vai ser no dia anterior, a 16 de Novembro no Porto.
Quem vir os últimos posts deste blogue a juntar ao seu novo visual, vai achar que passei-me definitivamente para o outro lado do Guadiana. Não. Ainda não. Mas porque foi a Conchita Piquer a escolhida para figurar em grandes estilos no cabeçalho deste "rincón" na net, resolvi fazer menção a outras cantoras de copla (Alberti e Lorca foram autores de muitas) da sua geração. E assim sendo em primeiro lugar vê-se Sara "Sarita" Montiel seguida de Juanita Reina, chamada devido também ao seu nome de "Rainha da Copla"; a preto e branco Estrellita Castro seguida de uma foto de corpo inteiro da grande Imperio Argentina e de Pastora Imperio. A seguir com uma guitarra, Nati Mistral e outra fotografia de Sara Montiel. Logo a seguir a Piquer seguida de uma fotografia onde se vê Lorca e Alberti com a bailarina Encarnación Lopez, mais conhecida por "La Argentinita" para não se confundir com a grande Império Argentina noutra fotografia. Depois em fundo a amarelo e no fim, Lola Flores.