3.4.06

Fundos para Strauss (II) República de Weimar



É uma imagem clássica de temática musical da República de Weimar mas como é para um fundo desfocado nunca poderia ser muito complexa em termos semânticos. Richard Strauss é visto em geral como ultrapassado, no seu romantismo tardio, pelas vanguardas musicais nos anops 20. Assim por trás de figuras que evocam a Die Aegyptische Helena e Arabella (a última ópera em que teve a colaboração de Hofmannsthal, que morreu em 1929), estará esta coisa vermelha com uma espécie de Marlene evocando o cabaré e o jazz, retratos esquiçados de Kurt Weill, Paul Hindemith, Anton Webern e Alban Berg, representantes da vanguarda músical. Em baixo um camião transporta uma mistura de marinheiros de Kiel, soldados amotinados e cidadãos zangados com uma faixa a dizer: "Irmãos! não atirem!". Foi a revolução de 1918-19 e a breve república de sovietes que daria origem ao vertiginoso periodo da época que precedeu a ascenção de Hitler. This one sketchy painting is a background depicting some icons of the weimarer republik.

1.4.06

Fundos para Strauss (I) 1911-1919

Como fundo para a colocação das figuras da biografia de Strauss, estou a pintar cenários cujo destino é figurar de modo desfocado como pano de fundo para a linha de acontecimentos e produções operáticas na vida do compositor. Em 1911 estreou-se em Dresden com grande estrondo e sucesso o Der Rosenkavalier. Durante a guerra de 1914-18, Strauss e em contraste com Hofmannsthal que nada conseguia fazer devido à depressão, optou por refugiar-se num ideal clássico de beleza arcadiana compondo Ariadne e a Frau ohne Schatten (A Mulher sem Sombra).
No Somme e em Verdun massacravam-se nas trincheiras apesar da ópera, milhões de homens e os ideais românticos do mundo que até aí se conhecera. (uberzetzung) War was a mess but Strauss didn't care.

31.3.06

Amigos de Strauss (IV) - Romain Rolland

Romain Rolland ouviu pela primeira vez a musica de Strauss nos concertos Lamoureux em 1898 (o seu poema sinfónico "Assim Falava Zaratustra"). Em Düsseldorf ouviu o "Don Quixote" e ficou cativado pela inteligência demonstrada na adaptação muito pessoal do compositor apartir da novela de Cervantes. Foi um dos primeiros a notar a presença de um sentido de humor marcado como traço de carácter da música de Strauss distanciando-a do seu modelo mais óbvio que era Wagner. A música heroica cansava-o e foi com prazer que o escritor francês foi descobrindo no Bávaro o desejo de compôr música gentil e transmissora de felicidade. Richard Strauss e o pacifista Rolland tornaram-se grandes amigos e essa amizade foi reforçada pela repugnância por ambos da guerra que em breve rebentaria entre os seus países.

30.3.06

Almost ready! O grande está quase pronto.



Duas vistas do atelier ás portas de Abril. O grande de 2.33 por 3.77, começado em Novembro ficou dois meses parado e está agora a ser terminado. Quando acabar tiro-o da grade depois de o fotografar (não cabe na porta). O próximo deste tamanho vai ser uma barricada com anarquistas famosos a fazerem-se de mortos. Uma piscadela de olho ao "A liberdade guiando o povo" de Delacroix. Deverá estar pronto no final deste ano. Ao fundo, na outra imagem, pode-se ver o estendal onde tenho os acrílicos em cadeia de montagem para a BD do Strauss.

29.3.06

Amigos de Strauss (III) Nietzsche

Em 1896 Strauss, utilizou o texto de "Assim Falava Zaratustra" do filósofo alemão como guião do que seria um dos seus mais famosos poemas sinfónicos. Não tenho dados sobre se alguma vez as duas personagens se cruzaram durante as suas vidas.

28.3.06

Paulo Barros, aliás "Speed"

Recebi hoje um mail do Paulo Barros (1973). Foi estudante de Design Gráfico na ESTGAD (Caldas) e é possuidor de uma das imaginações gráficas mais delirantes que alguma vez me foi dada a conhecer. Vive actualmente em Viana do Castelo de onde é natural. O trabalho que realizou nos cinco anos em que nos fomos conhecendo materializava-se em tableaux-object, video, fotografia, instalação, desenhos, street-art e projectos muito sui generis de design. Conto ter mais imagens do seu trabalho actual nos próximos tempos. Paulo barros is an outstandig graphic creator living in Viana do Castelo. In next issues i hope to show more of his works.

16.3.06

Amiguinhos de Strauss (II) Johannes Brahms

Retrato de Johannes Brahms. O compositor de Hamburgo foi a primeira influência moderna sobre a música de Richard Strauss (suite em Si bemol para instrumentos de sopro Op.4 ou Serenata em Mi bemol maior Op.7)

15.3.06

Hofmannsthal estava lá! Hugo was there!



Pois é... No momento em que lhe faço o retrato o extraordinário dramaturgo vienense veio controlar-me o trabalho.

14.3.06

Darum SPD!

Resposta recente do Tageszeitung a um famoso cartaz de propaganda da CDU alemã nos bons tempos a preto e branco da era Adenauer. "Todos as vias do marxismo vão dar a Moscovo, por isso CDU!" Lá ao fundo vê-se um esbirro estalinista vesgo e manhoso, suficientemente aterrador para nos fazer fugir a nado para os EUA. No segundo cartaz responde-se "mas o nosso gás natural vem de Moscovo, por isso SPD!" Muito belo!
(In english) Very nice reply of Tageszeitung to classic propaganda poster of the Adenauer era.

9.3.06

Strauss & Friends & some not so friendly

Na esteira da produção de uma banda desenhada sobre a vida de Richard Strauss vão ficando retratos de algumas pessoas que se cruzaram em vida com o compositor, como foi o caso de Romain Rolland, Hoffmansthal e Zweig. Neste blog vou publicando em primeira mão estes e outros retratos em acrílico.
(In English) Here i will present portraits of famous people that crossed with Richard Strauss in his life.